O insatisfeito Vince Clarke decidiu então partir para um novo projeto. Após colocar um anúncio em um jornal de música, ele entrevistou 41 rapazes, tentando encontrar um cantor. Mas só aprovou o 42º: era Andy Bell, de personalidade excêntrica, que contrastou perfeitamente com o perfil low profile de Clarke. Ambos formaram o Erasure, que assim como Depeche Mode (nos anos 80) e Yazoo, tinha como base os sintetizadores. Porém, com uma pegada mais pop e dançante.
O primeiro disco do Erasure, “Wonderland” (1986), não foi bem recebido pela crítica. Vince, já acostumado com o sucesso por conta das bandas anteriores, quase pensou em desistir. A recepção foi melhor no segundo álbum, “The Circus”, que conseguiu chegar ao sexto lugar nas paradas britânicas. Mas foi com o terceiro álbum, “The Innocents”, que o Erasure alcançou o primeiro lugar, com músicas como “A Little Respect”.
A dupla manteve o sucesso nos álbuns seguintes com hits como “Blue Savannah”, “I love to hate you” e uma versão ao vivo de “Oh, L’Amour”. Os shows do Erasure, cada vez mais performáticos, consagraram Andy Bell, com suas fantasias de penugens e purpurinas, em ícone gay (em 2005, Andy anunciaria que era HIV positivo desde 1998).
Em 1992, decidiram homenagear o ABBA, de quem eram fãs, lançando “ABBA-esque”, com covers do grupo sueco. Segundo os críticos, Bell conseguiu reproduzir perfeitamente as vozes de Frida e Agnetha, as duas musas.
Obs: Oh Lamour, foi a primeira música que escutei do Erasure. Foi paixão à primeira vista! Uma das minhas bandas preferidas.
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